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Qual a diferença a diferença entre juros compostos e juros simples?


Seja nos empréstimos, nos financiamentos, nos pagamentos atrasados ou nos investimentos, os juros fazem parte das operações financeiras. Nesses tipos de operações, existem dois tipos de juros: os simples e os compostos. 


E a diferença entre os juros simples e compostos podem confundir você na hora de realizar uma operação, mas entender a diferença entre eles é extremamente importante para se organizar financeiramente ou entender quanto os seus investimentos irão render. 


Os juros simples são sempre calculados sobre o valor total com uma porcentagem fixa, normalmente esses juros são cobrados nos empréstimos ou financiamentos. Já os juros compostos são calculados sobre o valor total + os juros simples, o conhecido ‘’juros sobre juros’’. A principal diferença entre os juros é o ‘’acumulo’’ durante o período definido; normalmente os juros compostos são usados em investimentos de longo prazo.


Mas, antes de entender como funcionam os juros simples e compostos, você precisa entender o que são os juros como um todo. 


Então, já separe os boletos e dê aquela olhada nos investimentos e venha descobrir tudo sobre os juros!


O que são juros?

Os juros (de qualquer tipo) são o que o cliente pagará a mais — ou receberá — por uma operação financeira. 


Os cartões de crédito, por exemplo, realizam as cobranças de juros se houver atraso no pagamento das faturas. 


Já no caso dos investimentos, você ‘’empresta’’ o seu dinheiro para uma instituição e recebe o pagamento de juros por isso; os famosos rendimentos dos investimentos.


Cada operação financeira possui uma taxa de juros diferente, os juros de um empréstimo pessoal será diferente de um financiamento. Os juros oferecidos pela poupança são diferentes dos oferecidos por um investimento imobiliário, por exemplo.


Quando eu pago juros?

Você paga juros quando atrasa o pagamento de uma conta, ou seja, você paga um valor a mais do que inicialmente pagaria. Essa cobrança de juros é uma forma de compensação pelos dias (ou meses) em que as empresas acaram com o prejuízo do atraso. 


Os juros são cobrados para que a empresa não fique com um prejuízo ‘’duplo’’. Primeiro, porque a empresa forneceu o produto/serviço, mas não recebeu o montante acordado. Em segundo lugar, as empresas normalmente reinvestem os valores recebidos e com o atraso elas deixam de fazer mais dinheiro. 


Então, os juros são a forma de suprir os prejuízos causado pelo não pagamento!


Quando eu recebo juros? 

Quando você faz um investimento, recebe juros por “emprestar” dinheiro ao banco ou a uma empresa. Nessa situação, os juros também são chamados de rendimentos.

Aqui, a lógica funciona desta forma: você tem um dinheiro parado na poupança. O banco pega emprestado o valor que você depositou para fazer outras transações, enquanto você não precisa do dinheiro — por isso que, na teoria, quanto mais tempo o seu dinheiro fica parado, mais ele rende. 


Situação semelhante acontece quando se compra ações de uma empresa na bolsa de valores. Na prática, você está “emprestando” dinheiro para a empresa comprar insumos, contratar mais funcionários, etc.


Agora que você já sabe o que são juros, pode entender melhor a importância do conceito de juros simples e composto e a diferença entre os dois tipos.

Então, vamos lá! Como funcionam os juros simples e compostos e como você pode realizar o cálculo dos mesmos? 


Juros simples

Normalmente, os juros simples pagos ou recebidos ao longo de um período específico correspondem a uma porcentagem fixa do montante principal que foi emprestado ou investido.


Dois exemplos típicos de empréstimos com juros simples incluem os financiamentos para aquisição de veículos e os juros acumulados em linhas de crédito, como os dos cartões de crédito.


Suponha que alguém tenha contraído um empréstimo de R$ 20.000 a uma taxa de juros anual de 6%. O empréstimo será quitado ao longo de três anos.


A quantia de juros simples a ser paga será o valor do empréstimo (R$ 20 mil), multiplicado pela taxa de juros (6%) e pelo número de anos (três). O montante total de juros pagos será R$ 3.600 (R$ 20.000 × 0,06 × 3).


Portanto, o valor total pago ao final será de R$ 23.600 (R$ 20.000 + R$ 3.600).


Juros compostos

Os juros compostos, ou os juros sobre juros, desempenham um papel significativo principalmente em investimentos e produtos financeiros. Normalmente os juros compostos fazem parte de produtos de investimentos de longo prazo, eles representam a soma dos juros acumulados em períodos anteriores.


Isso significa que os juros compostos afetam o montante principal da operação, já ajustado com juros. Por exemplo, em um investimento com juros compostos de 6% ao mês; no primeiro mês, o retorno será de 6% sobre o valor inicial. No segundo mês: você tem 6% sobre o valor inicial acrescido do rendimento do primeiro mês. 


Por exemplo, se você iniciou com R$ 1.000,00, ao final do primeiro mês receberá 6% desse valor, o que equivale a R$ 60. No segundo mês, receberá 6% sobre R$ 1.060,00, o valor já incrementado com juros.


Por isso, os juros compostos são interessantíssimos para quem quer multiplicar o patrimônio. Em todos os meses o seu rendimento vai sendo maior, diferente dos juros simples que todos os meses o seu rendimento terá o mesmo valor. 


Diferenças entre juros simples e compostos

A grande diferença entre juros simples e compostos é o papel do tempo. Ao analisar a fórmula dos juros compostos, percebe-se que a frequência dos períodos pode ter um impacto substancial nos ganhos ou nos juros a serem pagos. Quanto mais tempo passa (com períodos compostos), maior é a acumulação de juros.


O efeito dos juros compostos se manifesta especialmente ao longo de períodos extensos. Em outras palavras, quanto mais tempo você mantiver seu dinheiro investido em um produto que utiliza juros compostos, mais ganhos você obterá.


Como você pôde notar ao longo deste artigo, os juros simples e compostos fazem parte do nosso dia a dia, em várias situações e podem ser altamente benéficos para seus investimentos. No entanto, é crucial ter controle sobre suas finanças para evitar recorrer frequentemente a opções com taxas de juros exorbitantes, como os cartões de crédito e o cheque especial.


Portanto, cabe a você utilizar os juros simples ou compostos a seu favor, observando seu dinheiro se multiplicar ao longo do tempo ao investir com discernimento e estratégia, escolhendo as melhores oportunidades, seja na renda fixa ou na renda variável.

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